Transmedia e Storytelling com Pedra e Argila

Pedra de Rosetta

Pedra de Rosetta

As primeiras formas de expressão visual da humanidade eram um misto de pintura, gravura e comunicação: Os pictogramas. Combinando imagens realistas com convenções abstratas essas imagens estabeleciam relações ente entre indivíduos e comunidades compartilhando ideias, indicando normas e procedimentos ou servindo como memória cotidiana. Um ancestral remotíssimo e embrionário dos sistemas multimidiáticos.

É possível separá-los em duas categorias:

  • Os pictogramas propriamente ditos que seriam símbolos visuais com relações de verossimilhança a aquilo que significam
  • Os ideogramas que seriam símbolos visuais que representam ideias

Os sumérios, egípcios e chineses começaram a ficar fera nisso lá pelos idos de 2900 A.C 🙂

Quando pictogramas e ideogramas assumem valores sintáticos, ou seja, passam a representar de maneira lógica fragmentos organizados de um sistema, nasce a escrita analítica ou ideográfica que depois evoluiria para a escrita alfabética, que representa os sons da linguagem com sinais específicos.

Este resgate (pré) histórico é importante, pois egípcios e chineses tinham estabelecido uma leitura que podemos chamar de contemplativa, baseada não em cada ícone ou elemento separado, mas nas conexões espaciais e relações temporais entre eles, um proto-hipertexto, uma leitura não linear e multifacetada, rica em inúmeros caminhos interpretativos. Transmedia Storytelling !

Primeiro desenhavam diretamente na terra. Depois cunhavam sinais em placas de terra molhada, e a última etapa era levar ao forno para endurecer.

O surgimento dos primeiros alfabetos, fenício, grego, etrusco e por fim o romano, baseados em um conjunto de vinte e tantos símbolos permitiu sua grafia em matérias de fácil (?) transporte e distribuição como tábuas de pedra e argila. Nascia a linearidade na escrita, um grande avanço para a vida social, política e econômica, mas um retrocesso para a representação multimidiática!

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