Publicado: 10 agosto, 2009 | Por: Fabio Flatschart | Em: multimídia, mundo interativo | Tags: arte, música, tecnologia, video games | Nenhum comentário »
O SESC Consolação e o site Gamecultura apresentam em São Paulo, a partir desta segunda (10), um workshop sobre história da música nos videogames. Os encontros acontecem as segunda e quinta-feiras, até o dia 31 de agosto.
Workshop História da Música dos Videogames
Onde: SESC Consolação (Espaço Internet Livre) – Rua Dr. Vila Nova, 245 – São Paulo, SP
Quando: segunda e quinta-feiras de agosto (dias 10, 13, 17, 20, 24, 27 e 31), das 14h às 17h
Quanto: R$ 2,50 (um dia), R$ 10 (todos os sete dias)
Mais informações: sites do Gamecultura e SESC.
O que eu já escrevi sobre música e vídeo games por aqui :
Publicado: 23 janeiro, 2009 | Por: Fabio Flatschart | Em: multimídia, mundo interativo, música | Tags: audiovisual, campus party, música, trilhas, video games | 1 comentário »
Compartilho com vocês um resumo da apresentação que faço hoje, na Campus Party 2009 – estande do SENAC, as 19 horas falando sobre a evolução da linguagem musical e da tecnologia de aúdio dentro do mundo dos vídeo games.
Publicado: 20 janeiro, 2009 | Por: Fabio Flatschart | Em: criatividade, multimídia, música | Tags: animação, audiovisual, cilps, cinema, Disney, música, video games | 1 comentário »
Considero a música, pela sua essência, impotente para exprimir o que quer que seja: um sentimento, uma atitude, um estado psicológico, um fenómeno da natureza, etc. A expressão não foi nunca a propriedade imanente da música. A razão de ser desta não é de forma alguma condicionada por aquela. Se, como é quase sempre o caso, a música parece exprimir qualquer coisa, trata-se apenas de uma ilusão e não de uma realidade. É simplesmente um elemento adicional que, por uma convenção tácita e inveterada, lhe atribuímos, imposto como uma etiqueta, um protocolo, enfim, uma aparência, e que, por hábito ou inconsciência, chegamos a confundir com a sua essência - Igor Stravisnky
O conceito de música defendido por Stravisnky é polêmico, derruba milhares de anos de associações, místicas, matemáticas, literárias e plásticas que a humanidade tem feito para justificar a atribuição de sigificados extra-musicais às experiências da audição musical.
Tenho visto já faz algum tempo em festas de casamento ou em aniversários a presença de um DJ ou animador que toca uma seleção musical enquanto são projetados vídeo clipes sem nenhuma relação com o repertório sonoro que é executado…para a maioria da pessoas passa desapercebido assistir um trecho ( sem áudio ) de um show do Queen no telão enquanto escuta Titãs ou Bruno & Marrone !
A relação imagem e música é fruto de séculos da evolução de sinapes cerebrais construídas a partir do referencial estético e social de cada cultura.
Hoje, com a massificação e a globalização do repertório audio visual, certos ‘cliches’ são senso comum, como por exemplo na famosa cena do banheiro de Psicose ( Psycho de A. Hitchcock ) onde a repetição de acordes na região aguda dos violinos praticamente virou sinônimo de assasinato.
A estreita relação entre som e imagem, foi muito explorada pelo cinema de animação em uma técnica que ficou conhecida como “Mickeymousing” na qual o som parecia perseguir e enfatizar cada movimento da tela.
Em “A Dança do Esqueleto” ( Disney Silly Symphony – The Skeleton Dance ) de 1929, um clássico exemplo da técnica do “Mickeymousing”. Fantástico !
Em outros casos a música já existia, e o diretor aproveitou-se dela para construir a cena, como na sequência em que os macacos descobrem o uso da arma para subjugar seus adversários ( uma elipse de tempo sensacional ! ) em “2001 uma Odisséia no Espaço”, filme sobre o qual já falei aqui.
Jerry Lewis soube muito bem como utilizar-se do universo musical para construção da imagem e do siginificado. Parece que a música foi escrita para a cena, quando na verdade ela já existia : Blues in Hoss’ Flat de Count Basie. Imperdível a pantomima de Lewis em “O Mocinho Encreiqueiro” - The Errand Boy (1961)
Também muito interessante a experimentação de Michel Gondry para a música “Star Guitar” dos “Chemical Brothers” de 2002. Os vídeo clipes e os vídeo games são hoje o terreno fértil para as modernas experimentações do contraponto entre o som e a imagem
Se você se interessou pelo assunto, algumas dicas de leitura :
Publicado: 19 janeiro, 2009 | Por: Fabio Flatschart | Em: internet, mundo interativo | Tags: convergência, games, interatividade, video games, web, wii, youtube | Nenhum comentário »

Desde o dia 15/01 o Youtube oferece um canal exclusivo para os usuários de Wii e Playstation 3 assitirem vídeo na TV : youtube.com/tv. Mas não adianta acessar este site no seu PC , no seu MAC ou no seu smartphone, ele só está disponível para os navegadores dos consoles de games que citei.
No caso do Wii, cujo navegador é o OPERA ( ver acima a imagem do teste que fiz com o Wii e um AIWA 14″ dos anos 90… ) o site aparece em tela cheia e com uma navegação simplificada que combina muito bem com os comandos via “Wii Remote“.
Contrariando Mcluhan, a mensagem não depende mais do meio e os bits estão soltos pelo ar e pelos cabos a espera de qualquer dispositivo que possa capturá-los.
Publicado: 21 maio, 2007 | Por: Fabio Flatschart | Em: multimídia, música | Tags: multimídia, ópera, video games, wii | 1 comentário »
Este ano lembramos os 400 anos da estréia em Veneza de Orfeo – Favola in Musica” aonde Cláudio Monteverdi conta através da música e do teatro o mito grego de Orfeu que desce até o Hades a procura de sua amada (Euridice ) , fundamentando o gênero musical que hoje chamamos de Ópera.
A junção do texto com a música, a organização dos instrumentos musicais por famílias ( cordas, sopros, percussão ) a cenografia e a roteirizaçào de tudo isto em um único documento – a partitura ( antes cada música tinha sua parte separada ) é um marco da linguagem audiovisual e um ancestral primitivo da multimídia moderna.
As novas narrativas multimidiáticas como por exemplo o vjing, a realidade virtual e os vídeo games são estruturas super evoluídas deste tipo de linguagem (a Ópera) que hoje nos proporcionam experiências multisensoriais.
Em 1607 na cidade de Veneza provavelmente o público se deslumbrava da mesma maneira que eu quando jogo Wii.
Vale a pena conhecer de conhecer ( com ajuda do YouTUBE ) : Orfeo de Monteverdi e Wii da Nintendo.