Publicado: 19 maio, 2006 | Por: Fabio Flatschart | Em: criatividade, multimídia | Tags: audiovisual, imagem, música, som | Nenhum comentário »
Seja no teatro, na ópera, no cinema, na televisão ou na multimídia computacional ( CD, DVD, Internet ) as implicações emocionais e estéticas do som estão sempre presentes. Pode ser na inserção de áudio em um filme ou animação ou na adição de efeitos sonoros em uma interface computacional. As principais funções do som em um sistema audiovisual são : diálogo, efeito sonoro, música e narração. Estas funções podem Continue lendo… »
Publicado: 13 maio, 2006 | Por: Fabio Flatschart | Em: criatividade, multimídia | Tags: audiovisual, imagem, som | Nenhum comentário »
A associação entre som e imagem acompanha o homem desde os seus primórdios, como forma de comunicação e como manifestação religiosa ou artística. Não podemos precisar como de fato isto ocorria , pois não há registros suficientes para a reconstituição destes fenômenos , mas podemos observar com a evolução da civilização como este paralelo entre som e imagem se desenvolveu através da história. A arte clássica grega foi e continua sendo, sem dúvida, uma das referências na relação entre o som, a imagem e a palavra ( Tratemberg 1999 : 17 )
Aos ouvidos humanos os sons e música em geral sempre estiverem associados com a sintetização ou materialização de algum processo ou fenômeno físico, de alguma aspiração ou idealização humana, estados de espírito ou sensações.
Quando nos referimos á música em seu estado puro, isto é como a articulação de códigos sonoros, a chamamos de música absoluta. Como música absoluta, quando é aplicada e combinada em uma manifestação audiovisual ela perde parte do seu caráter imaterial e assume uma relação de diálogo com o meio visual. Essa relação estabelece uma escala associativa com o estímulo visual que acentua ainda mais o papel do receptor ou do participante no processo comunicacional.
O caráter mais verificado e cuja concordância permite a proliferação da combinação visual e sonora é o tempo. O tempo rege a pulsação rítmica, rege a estrutura da música, e tal dimensão temporal sugere uma associação primordialmente relacionada a instâncias que se encaixem na mesma proporção dimensional, ou seja, outras manifestações temporais, dinâmicas, tais como encenações, dramáticas ou não, litúrgicas ou profanas, rituais, dança e, mais modernamente, cinema, televisão, artes e multimídia ( Salles 2002 ).
Essa complexidade e seus antecedentes históricos não nos permitem analisar a aplicação de áudio e música na multimídia computacional moderna e na Internet como uma simples realização de processos matemáticos com os quais são construídos os softwares e linguagens que propiciam ao usuário a interação com estas tecnologias.
As novas possibilidades de criação que a Internet e a multimídia computacional toruxeram, aos poucos deixam de pertencer aos técnicos que a desenvolveram e chegam aos meios de comunicação em massa, aos pesquisadores e artistas de novas linguagens que propõem novos usos e objetivos para a questão da relação entre som e imagem. Quando surgiram o cinema e depois a televisão eles foram resgatar no teatro, na ópera e na literatura o modelos para estruturação da linguagem audiovisual e de sua transmissão á distância.
As novas mídias , como por exemplo a Internet, tornaram possível o surgimento de novos modelos de estruturação da linguagem narrativa e das inter-relações entre som e imagem porém não puderam ignorar o processo histórico e cultural do qual se originaram.
O mundo digital pode estar conectado à uma rede, ser inicializado e ter placa de som mas continua surdo para a história…..a explosão dos meios de comunicação no século XX nos permite, pela primeira vez , apreender a relação entre a forma e o conteúdo, entre a engenharia e a arte. Um mundo governado exclusivamente por um único meio de comunicação é um mundo governado por si mesmo. Não se pode avaliar a influência de uma mídia quando não se tem com que compará-la( Johnson, 2001 : 8 – 9 ).
Referências :
- Johnson, Steven. Cultura da interface – Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar, Rio de Janeiro, RJ, Jorge Zahar, 2001
- Salles, Filipe. – Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP “Imagens musicais ou música visual – Um estudo sobre as afinidades entre o som e a imagem, baseado no filme ‘Fantasia’ (1940) de Walt Disney”. São Paulo – SP, 2002
- Tratemberg, Livio. Música de cena : dramaturgia sonora. São Paulo, SP, Perspectiva/FAPESP, 1999
Publicado: 27 abril, 2006 | Por: Fabio Flatschart | Em: criatividade | Tags: blog, imprensa, livre, som | Nenhum comentário »
Esta semana li um artigo do jornalista Verlyn Klinkenborg no Estado sobre a imprensa livre. Entre outras coisas ele cita The Free Press (‘A Imprensa Livre’), de Hilaire Belloc, publicado em 1918 : “…a imprensa livre lhe dá a verdade, mas somente em seções desarticuladas, porque é discrepante e é particularista. Para chegar à verdade lendo os órgãos da imprensa livre, você precisa “juntar tudo e anular uma declaração exagerada comparando-a com outra”. Substituindo a expressão “imprensa livre” por “blog” temos uma interessante atualização deste texto de 1918.
Ao mergulhar no mundo dos blogs não acredite logo em tudo que está escrito : faça uma média ponderada !
A propósito,”quadro dos bemóis” poderia ser uma tradução literal de “Flatschart” do inglês, pena que “Flatschart” não é inglês !
Falei para não acreditar…