Campanha da Intel no ar desde agosto de 2007 ( criada pela agência McCann Erickson ) o site www.maisdemim.com.br mostra o vídeo de um casal no centro de São Paulo que se multiplica em várias cópias, em analogia á performance do processador Core 2 Duo.
Durante o vídeo o usuário escolhe as alternativas de sequência e constrói a sua própria narrativa clicando nas opções que são apresentadas além de descobrir vários “easter eggs” escondidos na narrativa.
Velhos roteiros para novas mídias, ou se você preferir como diz Vicente Gosciola no seu excelente trabalho : ROTEIRO PARA AS NOVAS MÍDIAS publicado pela Editora SENAC.
“Novas tecnologias de comunicação e de informação, ou novas mídias, abriram-se também para as possibilidades de contar histórias. Assim como no caso do cinema, no período inicial do contar histórias através das novas mídias, as histórias eram mais simples. Porém, agora, elas são contadas de maneira complexa, isto é, graças aos recursos das novas mídias, podem ser apresentadas por diversos pontos de vista, com histórias paralelas, com possibilidades de interferência na narrativa, com opções de continuidade ou descontinuidade da narrativa e muito mais.”
Dizia-se da Internet que ela era uma rede de computadores, depois alguns falavam em rede de serviços…hoje temos certeza de que ela é uma rede de pessoas.
A inserção da Internet como protagonista nos meios de comunicação é o resultado de uma longa história que começou com Gutenberg, passou pela carruagem e pela locomotiva, correu pelos fios do telégrafo e navegou nas ondas do rádio e da televisão.
Se você ficou curioso sugiro como prato principal o delicioso livro de Asa Briggs e Peter Burke : Uma História Social da Mídia e para sobremesa o anúncio de lançamento de equipamentos de 3ª geração da operadora Optimus.
Quando do surgimento da fotografia na metade do século XIX dizia-se que estava decretado o fim da pintura, quando o tímido experimento dos irmãos Lumiere ganhou dimensões comerciais dizia-se que o teatro e os musicais se extinguiriam, o mesmo se falou da televisão em relação ao rádio.
De certo modo isto se manteve inalterado até a última década do séc. XX momento no qual o processo de digitalização começa a varrer os últimos guerreiros analógicos das trincheiras da mídia.
Aos poucos estamos quebrando a lógica de Mcluhan (o meio é a mensagem), quando hoje o meio (ou o suporte) passa a ser indiferente já que informação digital rompe a parceria entre forma e conteúdo: o conteúdo são os bits e a forma pode ser aquela que nós quisermos, qualquer dispositivo que realize a decodificação dos bits…
Esta semana participei da gravação de uma matéria para o programa Urbano do canal Multishow no qual o processo de produção, desde as reuniões de pauta até a exibição do programa na TV, integra os vários suportes em um caldeirão de idéiase e processos que antes não era possível.
A Internet devora de maneira antropofágica “the old media” e regurgita novos formatos nos quais continuamos enxergando a essência da linguagem audiovisual e comunicacional dos meios que lhes precederam: as artes, a fotografia, o rádio, a TV, o cinema, a revista…
Um grande abraço para o Paulo Marchetti e para toda a equipe de produção do programa Urbano…