O paradoxo da escolha : A culpa é do samba !

O paradoxo da escolha

O paradoxo da escolha

Comentar sobre a programação da TV com os colegas era na minha época de ensino fundamental uma “baita” rede social. Os grupos eram formados de acordo com as preferências de cada um: desenhos, filmes, séries…

Quem assistiu Os trapalhões ontem ?
Você lembra do episódio do Speed Racer que ele fica cego e o Corredor X o ajuda até a linha de chegada ?

Era nossa conversa na hora do intervalo e não era díficil achar a sua turma 🙂

Também não era difícil compartilhar conteúdo, tínhamos 6 emissoras : Cultura,Tupi, Globo,Record, Gazeta e Bandeirantes. Para nós, Tupi e Globo era as que contavam, a Record corria por fora por que exibia o Fantomas (Zeeeeeero !)

Doutor Zero

Doutor Zero

Quando o assunto era carro, outras redes sociais de aficionados e entusiastas se formavam, e a coisa  ficava mais fácil ainda por que as opções eram limitadas :Volkswagen, Chevrolet (ninguém falava GM), Ford e Chrysler. E por falar em Chrysler, alguém mais tinha Dodginho além do meu pai e do pessoal que trabalhava com ele em São Bernardo  ?

Dodge 1800

Dodge 1800

E hoje ? Quantos canais de TV a cabo você tem ? Quantas marcas e modelos de automóveis estão no mercado brasileiro ?

Em seu livro, O paradoxo da escolha (The paradox of choice), o psicólogo Barry Schwartz aborda exatamnete esta questão : Como o bombardeio de informações e de possibilidades de escolha nos leva a viver em mundo de nichos e tribos no qual  as infinitas opcões de escolha não nos fazem mais felizes mas nos levam à um universo de insegurança e individualismo. Recomendo a leitura 🙂

O papel dos mecanismos de busca crescem em importância à sombra deste paradoxo, eles são o nosso guru, nosso Virgílio desbravando os segredos das esferas de informação.

Cada umas destas infinitas esferas é composta de infinitas subesferas que estão na extremidade da causa longa, prontas para serem descobertas…

Em uma destas viagens sem compromisso pela lexias da rede encontrei o site da Daniella Thompson, uma entusiasta e pesquisadora da música brasileira e o vídeo delicioso cujo nome é o que aparece no título deste post. A culpa é do Samba (em inglês Blame It on the Samba)  faz parte do vídeo da Disney “Melody Time” de 1948 .

Donald e Zé Carioca dançam ao som de Apanhei-te Cavaquinho de Ernesto Nazareth (que segundo o próprio autor é uma polca e não um samba !) cantado pelas Dinning Sisters e acompanhado pelo Hammond de Ethel Smith.

Este vídeo e estas referências só estão aqui por que eu não me deixei levar pelo Paradoxo da Escolha, desafiei a ditadura dos Top 10 e mergulhei no submundo da Cauda Longa. A culpa é do samba !

Saiba mais sobre Blame it on the Samba

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