ferramentas digitais

De acordo com a Wikipedia o termo ferramenta deriva do latim ferramenta, plural de ferramentum. É um utensílio, ou dispositivo, ou mecanismo físico ou intelectual utilizado por trabalhadores das mais diversas áreas. Inicialmente o termo era utilizado para designar objetos para uso doméstico ou industrial, este era constituído de ferro ou outro material com vistas a realizar algum trabalho ou executar alguma função. Em função do disposto acima, uma ferramenta pode ser definida como: um dispositivo que forneça uma vantagem mecânica ou mental para facilitar a realização de tarefas diversas

As ferramentas acompanham a humanidade há milênios, primeiro como extensão do próprio corpo; depois como utensílios e dispositivos de aprimoramento ou otimização de tarefas. Elas já foram manuais, mecânicas e eletrônicas. Hoje muitas delas são digitais.

Desde as cavernas de Lascaux ( França, aprox.17.000 A.C ), passando pelas pirâmides do Egito, pela prensa de Gutemberg até os “pixels & bitmaps” dos computadores atuais as ferramentas cumprem sua tarefa no auxílio dos processos de criação e comunicação.

Cultura da InterfaceO livro Cultura da Interface – Como o computador transforma nossa maneira de pensar e comunicar de Steve Johnson é um a ótima leitura sobre este “admirável mundo novo” da criação digital. Admirável sim , mas novo nem tanto… O FLASH ( agora distribuído pela Adobe ) é um dos mais conhecidos e usados softwares de animação para internet, multimídia e criação de conteúdo interativo para dispositivos móveis. Alunos de turmas de publicidade, editoração ou design são fascinados em descobrir e explorar as possibilidades de produção desta excelente ferramenta.

Um dos pontos fundamentais no aprendizado de um software novo é transferir o conhecimento prático e conceitual que você já possui para a nova ferramenta digital a ser aprendida. A disposição da interface, o posicionamento do painel de ferramentas na maioria dos softwares busca no mundo analógico e na evolução das técnicas de produção as metáforas para sua construção. Logo de início o usuário do FLASH se depara com os layers ( camadas ) e com a timeline ( linha do tempo ).

Para quem chegou no software passando pelos processos de criação e produção analógicos isto não é problema. Veja porque : O processo de animação com sobreposição de camadas era usado por John Bray desde 1915, aonde cenários e elementos estáticos não precisavam ser redesenhados, o que economiza um grande trabalho. Já divisão da timeline em frames ( quadros ) e keyframes (quadros chaves ) é definida de maneira que o animador ou desenhista principal faça os quadros aonde existem mudanças radicais de cor, forma ou posição ( keyframes ) e os artistas auxiliares fazem os quadros intermediários ( em inglês in-betweening ) que o FLASH chama de interpolação. Esta técnica era utilizada já na década 1930 pelos Estúdios Walt Disney

O conhecimento e o uso das ferramentas digitais na área de multimídia nos dias de hoje é fundamental, porém devido à rapidez com que se atualizam e evoluem elas em si não garantem o domínio dos conceitos de criação e produção que evoluem menos rapidamente e através do trabalho e da pesquisa de pessoas como Gutemberg ( Imprensa ), Daguerre ( Fotografia ), Lumiére ( Cinema )….. e como você já percebeu não surge um destes todos os dias…

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