convergências

Quando do surgimento da fotografia na metade do século XIX dizia-se que estava decretado o fim da pintura, quando o tímido experimento dos irmãos Lumiere ganhou dimensões comerciais dizia-se que o teatro e os musicais se extinguiriam, o mesmo se falou da televisão em relação ao rádio.

De certo modo isto se manteve inalterado até a última década do séc. XX momento no qual o processo de digitalização começa a varrer os últimos guerreiros analógicos das trincheiras da mídia.

Aos poucos estamos quebrando a lógica de Mcluhan (o meio é a mensagem), quando hoje o meio (ou o suporte) passa a ser indiferente já que informação digital rompe a parceria entre forma e conteúdo: o conteúdo são os bits e a forma pode ser aquela que nós quisermos, qualquer dispositivo que realize a decodificação dos bits…

Esta semana participei da gravação de uma matéria para o programa Urbano do canal Multishow no qual o processo de produção, desde as reuniões de pauta até a exibição do programa na TV, integra os vários suportes em um caldeirão de idéiase e processos que antes não era possível.

A Internet devora de maneira antropofágica “the old media” e regurgita novos formatos nos quais continuamos enxergando a essência da linguagem audiovisual e comunicacional dos meios que lhes precederam: as artes, a fotografia, o rádio, a TV, o cinema, a revista…

Um grande abraço para o Paulo Marchetti e para toda a equipe de produção do programa Urbano

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