BYOD : Traga seu dispositivo e fique a vontade, mas não desafine

Flautim : Um dispositivo leve, fino mas extremamente poderoso

Flautim : Um dispositivo leve e fino mas extremamente poderoso

Em uma orquestra sinfônica, todos os músicos ( exceto contrabaixistas, pianistas e alguns percussionistas) usam seus próprios instrumentos, não poderia a ser diferente, pois o instrumento de um profissional da música é como se fosse uma extensão do seu corpo. Cada virtuose ajusta, cuida e mantêm seu caro e complexo instrumento para permitir a excelência da prática musical.

Em um momento mágico, o momento da afinação, cada instrumentista sintoniza e conecta o seu dispositivo em um único protocolo : a frequência de uma nota lá, geralmente entre 442 HZ, mas este número pode variar em função do clima, do estilo da obra ou de exigências tecno-acústicas. O espetáculo pode começar, símbolos e ícones em pedaços de papel estão prontos para se tornarem transformados música.

O instrumento de um músico é o seu dispositivo interativo 🙂

BYOD ( Bring Your Own Device )   – Traga seu próprio dispositivo

Todos os dias vemos o crescimento do número de dispositivos portáteis, não é incomum as pessoas começarem a ter 2 ou 3 smartphones para atenderem necessidades pessoais, profissionais ou de puro status. Com os tablets este cenário não será muito diferente muito em breve. Não estou defendendo nem criticando, estou apenas atestando um fato…

Esta realidade convida as pessoas à trazerem seus próprios dispositivos para o mundo corporativo. Um BlackBerry cedido pela empresa e antes visto como um troféu ( para alguns como uma algema ) é agora apenas mais um gadget  em um mundo de Apples e Samsungs 🙂

Para conviver em harmonia muitas empresas e instituições começam a adotar uma estratégia, que passou a ser conhecida como BYOD ( Bring Your Own Device ) ou Traga seu próprio dispositivo.

É como se todos nós deixássemos de ser pianistas e contrabaixistas e passássemos a ser flautistas e violinistas, não precisamos mais usar os instrumentos da orquestra, podemos trazer os nossos de casa.

Ganhamos mobilidade, ganhamos personalização e customização. Em um modelo ideal a empresa forneceria a nuvem e a interface, o dispositivo ( seja ele qual for ) passa a ser “por conta do freguês”.

Os dispositivos como os conhecemos hoje são um suporte de transição, como o Clécio Bachini diz, caminhamos para a era “pós – dispositivo” , uma era onde a Web será a máquina virtual universal

A Web não vai estar mais dentro do laptop ou desktop, ou de um celular ou tablet. A web vai estar colada em tudo, interagindo com a internet que vem da nuvem. Portanto, pensar hoje em fazer apps para um único dispositivo é no mínimo uma estratégia desastrada. As pessoas devem se preparar para um mundo onde o dispositivo não importa. O que importa é a experiência humana, a interface – Extraído de A Plataforma Aberta da Web – Open Web Platform

Lógico que até aqui fiz algumas metáforas poéticas e confessei minha fé em uma humanidade ética e cidadã, mas problemas podem deverão surgir.

 BYOD ( Bring Your Own Device )  – Algumas considerações sobre o mundo corporativo

  • Ao adotar BYOD, as empresas podem perdem muito do controle que as equipes de TI atualmente tem sobre o hardware do usuário e seu funcionamento. As empresa já estão preparadas para isto ?
  • Velocidade de rede, segurança e infraestrutura de concectividade são ainda pontos críticos
  • Políticas de uso, antes da total responsabilidade da empesa, teriam quer partilhadas e acordadas entre as partes
  • A alternância entre o uso de redes públicas e criptografas será um fato.
  • Problema decorrentes de perda, danos, falta de manutenção ou mal uso dos aparelhos passam a ser de total responsabilidade do usuário ? É  possível um  modelo de seguro de dispositivos ?
  • Proteção e controle de acesso à dados serão  impostos pela empresa ? Ou educação e conscientização sempre são a melhor opção ?
  • O conteúdo da empresa é oferecido em formatos abertos e compatíveis, ou sua empresa  usa tecnologias e formatos proprietários  que geram incompatibilidade

 BYOD ( Bring Your Own Device )  – Em um mundo perfeito

  • Empresas e funcionários se integrariam  em parcerias que viabilizariam “home office” produtivo e com autonomia e eficiência
  • Escolas e universidades teriam “professores e aulas virtuais” acessadas  em sala de aula ou a distância
  • Bibliotecas adotariam modelos BYOD, você leitora levaria o dispositivo e teria acesso ao acervo, oferecido  por volume ou por assinatura
  • Museus, parques e exposições se integrariam com os dispositivos dos visitantes oferecendos experiências interativas e realidade aumentada.
BYOD ( Bring Your Own Device )  – Traga seu dispositivo e fique a vontade, mas não desafine !
  • No admirável mundo novo da mobilidade todos querem ter seu próprio instrumento, desde que ele seja portátil, versátil e afinado para fazer parte da orquestra da informação e da sinfonia do conteúdo.

 

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