A falácia do modelo interativo de Minority Report

O modelo interativo proposto em Minority Report é tão moderno quanto um carro com quebra vento e fita K7

O modelo interativo proposto em Minority Report é tão moderno quanto um carro com quebra vento e fita K7 !

Dez anos após sua estréia, pessoas ainda ficam fascinadas e comentam sobre os recursos tecnológicos interativos exibidos  na sequência de abertura do filme Minority Report : Queria ter uma lousa assim na sala de aula. Queria ter um painel deste para apresentar meu projetos ! São as frases que costumamos ouvir.

Tido com o supra sumo da inovação, o modelo interativo proposto no filme que retrata um longínquo 2054, apesar de ainda causar “suspiros” nos menos avisados é tão moderno quanto um carro com quebra vento e fita K7 !

Já superamos (em matéria de interfaces interativas)  o futuro vislumbrado por Spielberg para o livro de Philip Dick.

Vamos ver como em 2012 já superamos 2054 ?

Luvas com sensores : Já são ultrapassadas, interfaces são comandadas por gestos puros ou por voz, qualquer criança que tem um Kinect ou uma Smart TV em casa sabe disso.

Telas translúcidas  : Já estão sendo superadas por telas flexíveis ou por suportes fluídos como aqueles baseados em grafeno.

Discos ou suportes físicos de dados : Dados em tempo real, abertos e interligados semanticamente só podem estar em um único lugar : Na nuvem !

Em Minority Report já se previa que a interface será ( e já é ) a nova grande forma de arte, comunicação e inovação tecnológica do séc XXI. Mas ela não será comandada por luvas e nem armazenada em placas de vidro, a Open Web Platform já aponta como será este mundo “pós-dispositivos”  baseado em interfaces ricas de conteúdo semanticamente interligado na nuvem.

Mas um elemento ainda continua forte e atual na sequência inicial de Minority Report : A trilha sonora.

Enquanto Tom Cruise e Spielberg tentam nos convencer de como será o futuro, é o primeiro movimento da Sinfonia  No. 8 ( A Inacabada ) de Franz Schubert enriquece a trama, conferindo uma veracidade / profundidade da qual só a música sinfônica é capaz.

Veja ou reveja a sequência, mas agora prestando atenção em Schubert, combinado ?

Este post foi inspirado pela excelente apresentação do Clécio Bachini no FrontIn Curitiba 🙂

 

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