O garimpo musical, o vazio da bienal e a web
Publicado: 21 novembro, 2008 | Por: Fabio Flatschart | Em: artes, criatividade, internet, marketing, multimídia, música | Tags: cultura digital, música, web, youtube | Nenhum comentrio »Esta semana, quem é fã da “youtubelandia” se deparou com um delicioso vídeo paródia protagonizado pelo jovem Corey Vidal interpretando a capella trechos das trilhas de Jonh Williams para o cinema. Na verdade trata-se de uma ótima dublagem da música originalmente interpretada pelo grupo vocal Moosebutter , que se intitula : “a four-man comedy a cappella group”.
O Moosebutter tem execelente trabalho envolvendo, criação , produção e bom humor misturando música, teatro e tecnologia, que me fez lembrar o grupo alemão do anos 30 : Commedian Harmonists , que foi tragicamente desfeito com a ascenção do nazismo, pois alguns de seus inteegrantes eram de origem judia.
A web em geral e o youtube são hoje a grande vitrine da produção musical, para desespero das gravadoras que estão as pressas revendo seus modelos de negócios e adaptando-se ao mundo virtual, apos décadas de monopólio do talento e da criação alheia.
Pensando e repensando estas semanas nas aulas e nas palestras como o modelo pelo qual consumimos e produzimos cultura, arte, conhecimento e tecnologia está mudando; destaco estas duas frases :
1. Se o pavilhão da Bienal Internacional de São Paulo está com um andar inteiro vazio, as ruas da cidade nunca estiveram tão cheias de arte. A arte de rua – expressão que vem substituindo “grafite” – está em alta e não são poucos os visitantes que têm reparado na variedade de cores e formas que ocupou avenidas como Paulista, Consolação e Augusta, bairros como Vila Madalena, Glicério e Liberdade, paredões e viadutos em todas as regiões de São Paulo ( DanielPiza no blog do estadão )
2. Projetos coletivos são futuro da web, colaboração chegará aos vídeos e músicas nos próximos anos. ( James Wales,fundador da Wikipédia, em visita ao Brasil )
Como sempre diz o Gil Giardelli : Não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras.
Façamos novos mapas e vamos garimpar novas fronteiras mas levando como lastro o conhecimento e as experiências acumuladas.
Na web nada se cria, tudo se transforma !

Deixe seu comentário