“O mundo online passou a ser parte integrante de qualquer ação, seja um comercial de TV, integração de conteúdo, relações públicas ou shopper marketing. Não temos ninguém de ‘mídia digital’ na organização de mídia. Todos nós somos muito fluentes em digital”
Rob Master, diretor das operações norte-americanas da Unilever ( revista Meio & Mensagem )
A Unilever destacou-se em 2007, segundo a Advertising Age , sendo o “Anunciante Digital do Ano”; não tanto pelas suas ações de sucesso como o viral Evolution da Dove (ver abaixo) e dos webisodes originais baseados na série de TV “24 horas”, mas por utilizar uma nova atitude criativa que é o “pensar digital”.
O mundo digital é como um idioma novo, quando começamos a aprender uma nova língua primeiro pensamos no nosso idioma materno e depois “traduzimos” mentalmente. Quando o segundo idioma torna-se fluente passamos a “pensar” diretamente nele.
Outra questão do idioma novo é sotaque : demora anos para falar fluentemente um novo idioma sem o sotaque e o vícios de linguagem do anterior…
Hoje já não basta o “fazer digital” temos que “pensar digital”.
Cartola dizia que as rosas não falam, mas certamente a tipografia fala…
Kinetic typography ou tipografia em movimento é uma técnica de animação na qual a tipografia é o único elemento em cena e tenta reproduzir diálogos, músicas, sons, ruídos e onomatopéias de uma determinada obra ou peça. Na publicidade chamaríamos de alltype e neste caso específico de alltype animado.
“What does Marsellus Wallace Look Like”, cena do filme Pulp Fiction protagonizada por Samuel L. Jackson na versão Kinetic typography de autoria Jarratt Moody – http://www.jarrattmoody.com/
Esta divisão é uma invenção recente dentro da história da humanidade, pois até o século XVII existia pouca distinção entre elas.
Veja por exemplo os grandes nomes do renascimento : Da Vinci, Michelangelo, Duher e até Gutemberg. Aonde na obra destes grandes mestres termina a técnica e começa a arte ? Impossível dizer…para eles a arte e a tecnologia eram indissolúveis.
Hoje, o mundo digital novamente reaproxima estas duas faces do pensamento humano. O software, o hardware e o homem estão se tornando um elemento único que se integram na busca de novas descobertas sem se preocupar se elas são arte ou tecnlogia. São experiências, vivências e compartilhamento de bits….. alterando a maneira pela qual nós criamos, trabalhamos e nos comunicamos.
A brincadeira acima com os insetos foi adaptada do site www.levitated.net aonde você pode achar experiências interessantes que envolvem programação e design no FLASH.
A tipografia em um projeto visual seja ele impresso ou digital não tem a simples função de servir de suporte para os símbolos e para a sintaxe da comunicação textual. As fontes , os espaçamentos e a diagramação possuem forma, textura, cor e som. Comece a perceber…
Nos suportes digitais a tipografia ainda pode contar com a manipulação do leitor que interage na forma e no conteúdo da mesma, podendo com isso construir outros significados a partir da mensagem original
No exemplo abaixo, as tags do Quadro dos Bemóis aparecem no espaço como objetos tridimensionais. O espaço é infinito e as palavras “nascem” de uma névoa distante, basta clicar sobre elas para que se movam pelo espaço e se aproximem da tela.
A tela em FLASH acima foi construída com código disponível no site do site www.levitated.net
A relação dos homens com as máquinas ou a atribuição de valores humanos à elas não é um assunto novo na indústria cinematográfica. Em Metropolis ( 1927 ) do diretor austríaco Fritz Lang um inventor a serviço da elite dominante cria um robô infalível à imagem do homem e afirma de que em breve ninguém conseguirá diferenciá-lo de um ser vivo.
Wall-e é o novo filme de animação da Pixar onde em um futuro pós-apocalíptico, os humanos destruiram a terra e não existem mais. Os protagonistas são os Wall-E, robôs desenhados para limpar o lixo deixado na superfície da Terra. Essas máquinas, no entanto, não deram conta da tarefa e começaram a pifar lentamente, até que apenas um robô restou. É ele o protagonista, Wall•E. O nome é na verdade a sigla para Waste Allocation Load Lifters – Earth (“Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra”). Todos os dias, ele executa sua rotina de catar o lixo que encontra pela frente a fim de cumprir a (impossível) tarefa de juntar todo o lixo que existe no planeta. A única ajuda que ele recebe é a de Spot, sua barata de estimação. ( extraído de http://www.cinepop.com.br )