Publicado: 26 março, 2007 | Por: Fabio Flatschart | Em: internet | Tags: hipertexto, internet, web, web 2.0 | 2 comentários »
O termo folksonomia reflete a segunda e a terceira grande onda da internet conhecidas com WEB 2.0 e WEB 3.0 ( talvez ainda um pouco cedo ? ) aonde o acesso á informação baseado no modelo de hipertexto ganha a personalização do usuário que passa a ser co-autor e por que nao também autor do conteúdo.
No papel de criador, o usuário atribui valores quantitativos e semânticos personalizados á sua produção. Esses valores têm a função de “metalinguagem” por que são instrumentos de classificação, organização e associação do conteúdo á estrutura.
A aplicação prática destes conceitos nós vemos hoje principalmente em sites estruturados na forma de “blogs”, “wikis” ou comunidades.
Por exemplo, estou na WEB 2.0 quando:
* Quando eu compartilho minhas fotos nos Fotologs, ou em sites como o Flickr
* Quando em meu blog ( de preferência “powered by WORDPRESS” ) eu compartilho meus links favoritos no Del.icio.us e classifico cada “post” em “tags’ que serão indexadas por exemplo pelo Technorati
Alguns visionários já falavam disto :
Nos anos sessenta “Ted Nelson ” conhecido como “o pai do hipertexto” já falava de um uma estrutura não linear de informação, de mao dupla e colaborativa. Ele idealizou um projeto chamado “Xanadu” ( não o filme brega com a Olívia Newton John… ) o “Xanadu” era para ser mais ou menos o que hoje seria a nossa Wikipedia…
Quando nos anos 80 Tim Berners-Lee concebeu o ” WWW” de certa maneira frustou as expectativas de Ted Telson.
Hoje na WEB 2.0 se vê muitas das suas idéias ( Ted Nelson ) em funcionamento.
Publicado: 20 março, 2007 | Por: Fabio Flatschart | Em: internet | Tags: blogs, internet | Nenhum comentário »
Uma conversa minha com a jornalista Regina Sanches resultou em algumas linhas publicadas pelo G1 – Portal de notícias da Globo na qual eu comento junto com outros profissionais da área sobre o sucesso dos blogs.
Publicado: 18 março, 2007 | Por: Fabio Flatschart | Em: multimídia | Tags: multimídia, ópera | Nenhum comentário »
Em Triste fim de Policarpo Quaresma, publicado em folhetim em 1911 e editado em 1915, Lima Barreto conta a vida do Major Policarpo Quaresma, um sonhador que com sua convicção nacionalista e obsessão patriótica, almeja tornar o Tupi-Guarani idioma oficial do Brasil.
Vale a pena também conhecer a adaptação para o cinema de 1988 com Paulo José e Giulia Gam.
Este pequeno flashback literário é para resgatar uma conversa que tive com alguns alunos sobre o significado da palavra multimídia:
A palavra multimídia (do ingles multimedia), é uma palavra composta oriunda do latim, cujo prefixo multi tem o significado de muito ou numeroso, já a expressão media (plural de medium ou medius) significa meio ou centro e expressa a idéia de ponto central ou lugar para onde tudo converge (de acordo com o Dicionário latim –português de Antônio Gomes Ferreira. No nosso caso o meio aqui falado é o meio de comunicação.
Para fugir do anglicismo, muitos adotam o termo multimeios ou multimedia. O nosso uso da expressão multimídia deve-se que ao fato de que ao ouvir multimedia (se pronuncia mídia) em inglês e copiar a palavra pela sua sonoridade (mídia) adotou-se esta grafia.
Mas se você pensa que a multimídia surgiu com a advento do computador e da comunicação digital sugiro o site Multimedia – From Wagner to virtual reality para fazer um passeio pela Ópera, teatro, cinema, arte, música e literatura – que são o DNA da multimídia.
Sem querer ser um Policarpo do seculo XXI, continuo dando aulas de multimídia (assim mesmo com i ), mas no universo acadêmico e nos outros paises lusófonos , as grafias multimédia ou multimeios são bastante utilizadas.