síndrome de acv

Publicado: 26 maio, 2006 | Por: Fabio Flatschart | Em: criatividade | Tags: , | Nenhum comentário »

Não pessoal , não é mais uma nova doença catalogada pela Organização Mundial de Saúde. Já explico….

Recentemente li um artigo sobre como os sites de busca “emburrecem” os estudantes , e infelizmente tomando como exemplo minhas turmas de graduação e os resultados que os alunos destas turmas me trazem ao serem solicitadas pesquisas tenho que concordar em parte com Edward Tenner, autor do artigo.

Um trabalho de pesquisa deveria propiciar aos alunos a possibilidade de extraírem suas próprias conclusões sobre o tema proposto. Desta maneira teríamos uma atividade muito mais construtivista do que conteudista.

O aproveitamento, a assimilação e aplicação da pesquisa deveria ser um processo de sinapse aonde as informação seriam “bombardeadas” de um lado ao outro do cérebro buscando referências, conceitos anteriores, metáforas e comparações o que resultaria na construção de um conceito próprio. Porém o que acontece na maioria das vezes é o que eu chamo de síndrome de ACV :

Imagine que o aluno esteja com o navegador aberto ( Internet Explorer ) no Google ou Wikipedia e um editor de texto ( Word ). Ele vai no navegador e faz : CTRL + A (selecionar tudo ), depois CTRL + C ( copiar ). Aí vem a parte mais difícil ( no Word ) : CTRL + V ( colar ). Pronto, mais um trabalho contaminado pela síndrome de ACV ( all, copy, paste) ou em português SCC ( selecionar, copiar , colar ).

Eu ouço e esqueço. Eu vejo e lembro. Eu faço e entendo.
A citação é de Confúcio (551-479 a.C.), pensador chinês que viveu a 2500 anos atrás. Ele não usava o Google !


a função narrativa do áudio

Publicado: 19 maio, 2006 | Por: Fabio Flatschart | Em: criatividade, multimídia | Tags: , , , | Nenhum comentário »

Seja no teatro, na ópera, no cinema, na televisão ou na multimídia computacional ( CD, DVD, Internet ) as implicações emocionais e estéticas do som estão sempre presentes. Pode ser na inserção de áudio em um filme ou animação ou na adição de efeitos sonoros em uma interface computacional. As principais funções do som em um sistema audiovisual são : diálogo, efeito sonoro, música e narração. Estas funções podem Continue lendo… »


a relação áudio < = > visual

Publicado: 13 maio, 2006 | Por: Fabio Flatschart | Em: criatividade, multimídia | Tags: , , | Nenhum comentário »

A associação entre som e imagem acompanha o homem desde os seus primórdios, como forma de comunicação e como manifestação religiosa ou artística. Não podemos precisar como de fato isto ocorria , pois não há registros suficientes para a reconstituição destes fenômenos , mas podemos observar com a evolução da civilização como este paralelo entre som e imagem se desenvolveu através da história. A arte clássica grega foi e continua sendo, sem dúvida, uma das referências na relação entre o som, a imagem e a palavra ( Tratemberg 1999 : 17 )

Aos ouvidos humanos os sons e música em geral sempre estiverem associados com a sintetização ou materialização de algum processo ou fenômeno físico, de alguma aspiração ou idealização humana, estados de espírito ou sensações.

Quando nos referimos á música em seu estado puro, isto é como a articulação de códigos sonoros, a chamamos de música absoluta. Como música absoluta, quando é aplicada e combinada em uma manifestação audiovisual ela perde parte do seu caráter imaterial e assume uma relação de diálogo com o meio visual. Essa relação estabelece uma escala associativa com o estímulo visual que acentua ainda mais o papel do receptor ou do participante no processo comunicacional.

O caráter mais verificado e cuja concordância permite a proliferação da combinação visual e sonora é o tempo. O tempo rege a pulsação rítmica, rege a estrutura da música, e tal dimensão temporal sugere uma associação primordialmente relacionada a instâncias que se encaixem na mesma proporção dimensional, ou seja, outras manifestações temporais, dinâmicas, tais como encenações, dramáticas ou não, litúrgicas ou profanas, rituais, dança e, mais modernamente, cinema, televisão, artes e multimídia ( Salles 2002 ).

Essa complexidade e seus antecedentes históricos não nos permitem analisar a aplicação de áudio e música na multimídia computacional moderna e na Internet como uma simples realização de processos matemáticos com os quais são construídos os softwares e linguagens que propiciam ao usuário a interação com estas tecnologias.

As novas possibilidades de criação que a Internet e a multimídia computacional toruxeram, aos poucos deixam de pertencer aos técnicos que a desenvolveram e chegam aos meios de comunicação em massa, aos pesquisadores e artistas de novas linguagens que propõem novos usos e objetivos para a questão da relação entre som e imagem. Quando surgiram o cinema e depois a televisão eles foram resgatar no teatro, na ópera e na literatura o modelos para estruturação da linguagem audiovisual e de sua transmissão á distância.

As novas mídias , como por exemplo a Internet, tornaram possível o surgimento de novos modelos de estruturação da linguagem narrativa e das inter-relações entre som e imagem porém não puderam ignorar o processo histórico e cultural do qual se originaram.

O mundo digital pode estar conectado à uma rede, ser inicializado e ter placa de som mas continua surdo para a história…..a explosão dos meios de comunicação no século XX nos permite, pela primeira vez , apreender a relação entre a forma e o conteúdo, entre a engenharia e a arte. Um mundo governado exclusivamente por um único meio de comunicação é um mundo governado por si mesmo. Não se pode avaliar a influência de uma mídia quando não se tem com que compará-la( Johnson, 2001 : 8 – 9 ).

Referências :

- Johnson, Steven. Cultura da interface – Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar, Rio de Janeiro, RJ, Jorge Zahar, 2001
- Salles, Filipe. – Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP “Imagens musicais ou música visual – Um estudo sobre as afinidades entre o som e a imagem, baseado no filme ‘Fantasia’ (1940) de Walt Disney”. São Paulo – SP, 2002
- Tratemberg, Livio. Música de cena : dramaturgia sonora. São Paulo, SP, Perspectiva/FAPESP, 1999


ferramentas digitais

Publicado: 11 maio, 2006 | Por: Fabio Flatschart | Em: criatividade, multimídia | Tags: , , , | Nenhum comentário »

De acordo com a Wikipedia o termo ferramenta deriva do latim ferramenta, plural de ferramentum. É um utensílio, ou dispositivo, ou mecanismo físico ou intelectual utilizado por trabalhadores das mais diversas áreas. Inicialmente o termo era utilizado para designar objetos para uso doméstico ou industrial, este era constituído de ferro ou outro material com vistas a realizar algum trabalho ou executar alguma função. Em função do disposto acima, uma ferramenta pode ser definida como: um dispositivo que forneça uma vantagem mecânica ou mental para facilitar a realização de tarefas diversas

 As ferramentas acompanham a humanidade há milênios, primeiro como extensão do próprio corpo; depois como utensílios e dispositivos de aprimoramento ou otimização de tarefas. Elas já foram manuais, mecânicas e eletrônicas. Hoje muitas delas são digitais.

Desde as cavernas de Lascaux ( França, aprox.17.000 A.C ), passando pelas pirâmides do Egito, pela prensa de Gutemberg até os “pixels & bitmaps” dos computadores atuais as ferramentas cumprem Continue lendo… »